celise_laviola_perfil-150x150-1Por: Celise Laviola

Celise Laviola (PMDB-MG) é presidente da Secretaria da Mulher da Unale

A conquista de direitos das mulheres em nossa sociedade é muito recente. Na história, deixamos o papel exclusivo de zelar pelo lar e passamos a ocupar, aos poucos, espaços destinados antes somente para homens. Conquistamos muitos direitos, entretanto, ainda é preciso discutir e legislar a favor da mulher que, infelizmente, é vítima de violência doméstica, enfrenta dificuldades no mercado de trabalho e exerce pouca representatividade na política.

Embora, no início da industrialização, o trabalho de homens e mulheres fosse desprovido de qualquer regulamentação, as mulheres eram tidas como inferiores e recebiam salários mais baixos. A primeira lei que beneficiou as trabalhadoras foi elaborada no estado de São Paulo, em 1917, e proibia o trabalho das gestantes no último mês de gravidez e no primeiro após o parto.  Em âmbito federal, somente em 1923, um decreto concedeu o mesmo benefício às mulheres de todo país.

Na democracia não foi diferente. O Brasil se tornou uma república em 1889, porém, somente em 1932, que mulheres casadas, desde que com autorização dos maridos e as viúvas e solteiras que tivessem renda própria, passaram a ter direito ao voto, dando início à luta para exercer, de forma plena, a cidadania.

Como deputada estadual, trabalho, hoje, na defesa e promoção dos direitos das mulheres. Na presidência da Secretaria da Mulher da Unale, atuamos para conscientizar a sociedade da importância da manutenção destas conquistas, além de oferecer informações a respeito da promoção da saúde, combate à violência e incentivo à participação feminina nos espaços de poder.

Com os mesmos objetivos, atuei na vice-presidência da Comissão Extraordinária da Mulher da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais. Lá, debatemos importantes temas que nos apontaram a necessidade de continuar legislando a favor da mulher.

O dia 8 de março não deve ser, portanto, somente mais uma data no calendário. Devemos nos lembrar da incessante luta de nós, mulheres, por todos os direitos que conquistamos ao longo da história. Usemos esse dia pra não nos esquecermos das dificuldades. Devemos fazer com que a violência e o preconceito que muitas mulheres ainda enfrentam, cedam espaço a promoção de mais saúde, educação e cidadania. Somente assim seremos uma sociedade mais justa e igualitária.